sábado, 22 de setembro de 2012

Ex-parceiros de Carlson Gracie Team, Carlão e Wallid apostam em Belfort


Ex-parceiros de Carlson Gracie Team, Carlão e Wallid apostam em Belfort

  PVT


Foto: Marcelo Alonso
Carlão Barreto e Wallid Ismail com Vitor Belfort na época do Carlson Gracie Team
Carlão Barreto e Wallid Ismail com Vitor Belfort na época do Carlson Gracie Team
Se Vitor Belfort não vencer Jon Jones, neste sábado, pelo UFC 152, não será por falta de apoio. O Fenômeno recebe injeção de confiança de todos os lados. De haters (aqueles que não gostam de determinada pessoa) a jornalistas estrangeiros, passando por ex-parceiros de treino, como aqueles dos tempos da BTT, e dos tempos de Carlson Gracie Team.

Dois destes, que aparecem com Belfort na foto ao lado, opinaram para o PVT sobre o desafio do brasileiro, e suas declarações seguem abaixo.

Carlão Barreto

“Tem que estar preparado quando a oportunidade chegar. Ela surgiu e o Vitor aproveitou, enquanto outros deixaram passar. Ele está numa situação confortável, pois vem da categoria de baixo, está motivado por vir de vitória. Além de coragem, mostrou grande senso profissional, colaborando com o evento que o paga. É uma parceira que pode render bons frutos futuramente. Independente do resultado, Vitor ganha pontos com o evento, foi uma postura inteligente”.

“O Carlson é uma pessoa muito presente na vida de todos que tiveram a oportunidade de conhecê-lo. Nós que fizemos parte que uma equipe especial e mundialmente famosa, a Carlson Gracie Team, ficamos marcado pelo período que vivemos com Carlson, mesmo tendo divergências com ele. O Carlson era um grande treinador, tinha filosofia de vencedor, colocava nas nossas cabeças que poderíamos ultrapassar nossos limites, e que nunca poderíamos correr de desafios. Essa mentalidade Carlson Gracie, de casca-grossa, vive conosco. Tenho uma tatuagem: ‘Carlson Gracie nunca morre’”.

“Sempre existe possibilidade da vitória, e o Vitor é franco-atirador. Jones é um cara difícil de enfrentar, bom em vários fundamentos do MMA. Sabemos que será duro, mas o Vitor também é talentoso, e muito rápido, o que pode ser um diferencial nessa luta. Vitor é azarão, Jones é mais pesado, vive melhor momento. Vitor tem que estudar o adversário, não se intimidar, encurtar e desferir golpes com velocidade. Os favoritos também caem”

Wallid Ismail

“Vitor arrebentou em aceitar essa luta. Ele é talentoso demais. Com a cabeça boa, não perde pra ninguém. E vejo que Vitor está bem psicologicamente, e a torcida é toda pra ele. Carlson sempre nos ensinou que éramos os mísseis e os adversários, os alvos. Então tem que ver Jones como alvo, e é porrada. Vai ser lutaço!”

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Minotauro garante estar 100% para UFC Rio, e aposta em trocação de Vitor contra Jones


Minotauro garante estar 100% para UFC Rio, e aposta em trocação de Vitor contra Jones

  PVT
Foto: Marcelo Alonso
Minotauro garante estar 100% para UFC Rio, e aposta em trocação de Vitor contra Jones
Em entrevista feita por Marcelo Alonso e postada recentemente em nossos parceiros do Sherdog a poucos dias da confirmação de seu nome no UFC Rio, Minotauro afirmava estar 100% e pedia sua chance a Dana White. Após confirmação no card do UFC Rio 3, Rodrigo Minotauro está radiante por poder voltar a lutar no Brasil. A primeira vez foi pelo UFC Rio 1, quando nocauteou Brendan Schaub e emocionou a todos. Escalado de última hora para enfrentar Dave Herman, em 13 de outubro, o peso pesado garante estar recuperado de fratura do braço, e tranquiliza os fãs.

“Minha recuperação foi 100%. Minha fisioterapeuta Angela Cortes trabalhou muito bem, eu chegava a ficar 6 horas na fisioterapia. Me machuquei de novo em julho, fiquei sem treinar por um mês. Voltei a treinar muito cedo, me precipitei. Agora estou completamente recuperado e treinando bem”, garantiu a lenda em entrevista ao Sherdog.com.

Antes do UFC Rio, os brasileiros voltarão as atenções para o UFC 152, no próximo sábado, dia 22 de setembro, quando Vitor Belfort enfrenta Jon Jones. Ex-parceiro de BTT do brasileiro, Minota se junta à torcida, e aposta que o Fenômeno pode surpreender.

“Jones é o melhor meio-pesado atualmente, é muito atlético, tem ótimo wrestling, e um ground and pound violento, usa bem os cotovelos. Vitor tem as melhores chances em pé, pelo boxe que tem, pela velocidade. Lutar no chão não será bom para o Vitor, mesmo sendo excelente faixa preta. Ele não tem nada a perder, acho que será grande luta”, analisou o ex-campeão do PRIDE.

Nogueira não sabe se Jones subirá para a categoria dos pesados no futuro, mas acredita que o campeão dos meio-pesados pode ser tornar uma ameaça. “Jones é grande, iria bem na categoria de cima. Os melhores pesados hoje são Júnior Cigano e Cain Velasquez, mas Jones não tem grande diferença de altura para eles, acho que seria interessante ver esses duelos, ver como ele se sairia contra esses caras”, opina Minota.

Artur Mariano analisa estratégias para Belfort contra Jon Jones


Artur Mariano analisa estratégias para Belfort contra Jon Jones

  PVT
Foto: Fabrício Mota
Artur Mariano analisou o combate deste sábado
Artur Mariano analisou o combate deste sábado
No dia 22 de setembro, no Canadá, Vitor Belfort terá uma dura missão contra o atual campeão meio-pesado do UFC, Jon Jones, luta que o canal Combate transmite ao vivo, com exclusividade. O americano conta com 16 triunfos no MMA e sua única derrota, contra Matt Hamill, em dezembro de 2009, foi por desclassificação, após desferir uma cotovelada considerada ilegal. De lá para cá, Jones vem numa expressiva série de sete vitórias, quatro delas em disputas de cinturão, tendo deixado para trás lutadores como Maurício Shogun, Quinton Jackson, Lyoto Machida e Rashad Evans, todos ex-campeões da sua categoria.

Jones é considerado um lutador completo, com qualidade nos principais fundamentos do MMA (quedas, trocação e luta de solo), tendo oito nocautes e cinco finalizações no cartel. Belfort, que subiu de categoria para o desafio e teve poucas semanas para se preparar, terá que bolar uma estratégia perfeita para recuperar o cinturão que já foi seu, quando bateu Randy Couture no UFC 46, em janeiro de 2004. Comentarista do canal Combate, mestre de muay thai e ex-lutador de MMA, Artur Mariano dá uma forcinha ao Fenômeno nesta dura empreitada:

“O Vitor deve trabalhar a distância e, inicialmente, não atacar. O campeão geralmente espera o desafiante atacar e o Vitor não deve cair nessa. Tem que deixar a luta morna, mexer com o psicológico do Jon Jones para ele perder a paciência e partir para cima. Quando o Jones ataca na trocação, ele abre espaços. Esta é a hora exata para o Vitor usar os seus tradicionais socos em linha, os golpes retos, com a sua explosão habitual”, diz Artur que, nos ringues, já derrotou feras como o ex-campeão do Pride Wanderlei Silva.

“Se atacar na hora exata, sem se expor, Belfort fatalmente vai complicar. Pode, inclusive, aproveitar este momento para tentar derrubar e colocar em prática o seu jiu-jitsu, que é um dos seus diferenciais. Ao chão, ele deve não apenas trabalhar o ground and pound, mas buscar a finalização e posições de controle. Seria uma boa oportunidade de dele finalizar a luta”, completa Artur.
A transmissão do UFC 152 pelo Combate, no dia 22 de setembro, começa às 19h15min. Apenas o canal de lutas da Globosat transmite ao vivo todas as lutas do card, ao vivo.


UFC 152
Sábado, 22 de setembro de 2012
Toronto, Canadá

Jon Jones vs. Vitor Belfort 
Joseph Benavidez vs. Demetrious Johnson
Michael Bisping vs. Brian Stann;
Matt Hamill vs. Roger Hollett;
Charles Oliveira vs. Cub Swanson;

Card preliminar
 
Vinny Magalhães vs. Igor Pokrajac;
Evan Dunham vs. T.J. Grant;
Lance Benoist vs. Sean Pierson;
Marcus Brimage vs. Jim Hettes;
Seth Baczynski vs. Simeon Thoresen;
Mitch Gagnon vs. Walel Watson;
Charlie Brenneman vs. Kyle Noke. 

Ex-treinador de Belfort, Distak opina: "Em 5 minutos, ele é perigoso para qualquer um"


Ex-treinador de Belfort, Distak opina: "Em 5 minutos, ele é perigoso para qualquer um"

  PVT
Foto: Gleidson Venga
Distak treinou Belfort em campanhas vitoriosas, de cinturões do UFC e Cage Rage
Distak treinou Belfort em campanhas vitoriosas, de cinturões do UFC e Cage Rage
Josuel Distak atualmente treina feras como Anderson Silva, Erick Silva, Ronaldo Jacaré Rafael Feijão, entre outros. Vários “cascas-grossas” já receberam instruções do mestre, como Vitor Belfort, que terá o desafio de vencer Jon Jones no próximo sábado, dia 22 de setembro, pelo UFC 152. Em entrevista ao PVT, concedida a Gleidson Venga, Distak concorda com o favoritismo do campeão dos meio-pesados, mas aponta o “momento crítico”, em que o Fenômeno mais ameaça seus oponentes.

“Vitor tem cinco minutos perigosíssimos para qualquer lutador do mundo. Não está tendo que cortar peso, então entrará bem. Vejo Vitor mais maduro, com uma boa família, e essa maturidade é importante. Tem tudo pra ganhar, e se a mão entrar o favoritismo vai pra ele”, opinou o líder da X-Gym.

Josuel treinou Belfort nos camps que resultaram nos cinturões do UFC e do Cage Rage, e será mais um na torcida para que o brasileiro surpreenda e tome o título de Jones.

“O Vitor tem que usar a explosão. Achar o momento certo, conectar aquela mão esquerda, e dar continuidade. Se não nocautear, tem que colocar o Jones de costas. Vou torcer para trazer o cinturão para o Brasil”, diz o treinador.

É ponto pacífico que Vitor precisa da velocidade e força para destronar Jones, assim com a vantagem de ir para o duelo sem pressão sobre os ombros, pois foi chamado a poucos dias do evento, lutará no peso de cima após cinco anos, e enfrentará aquele que muitos apontam como imbatível.

“É um fator positivo para o Vitor. Luta sem obrigação. Se ganhar, ganhou do melhor do mundo na categoria, um fenômeno que surgiu na história recente do MMA. Se perder, perdeu para o melhor do mundo também. O Jones tem a obrigação de vencer. É uma luta histórica. O UFC quer que Jones lute com todos que tiveram o cinturão na categoria. Lyoto, Shogun, Rashad, Rampage. Faltam dois: Vitor e Dan Henderson. Ele vencendo, terá passado por todos os campeões, e já fica como um dos melhores de todos os tempos”, analisa Distak.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

André Pederneiras fala sobre contusão de José Aldo


 André Pederneiras fala sobre contusão de José Aldo

  PVT
Gleidson Venga
Dedé lamenta corte de Aldo, mas espera ver seu atleta enfrentando Edgar em breve
Dedé lamenta corte de Aldo, mas espera ver seu atleta enfrentando Edgar em breve
Dana White anunciou nesta terça-feira que José Aldo está fora do card do UFC 153, que acontece no dia 13 de outubro, no Rio de Janeiro. Uma contusão no pé, causada em um acidente de moto, obrigou o campeão dos penas a adiar seu confronto contra Frankie Edgar.

A equipe do programa “OSS – Sobre Artistas Marciais” conversou com André Pederneiras, treinador de Aldo, que contou como foi a decisão de comunicar a direção do UFC sobre o corte do brasileiro.

"Hoje completou 10 dias que o Aldo se acidentou de moto e foi o primeiro sparring dele", explicou, "Com ele querendo muito lutar, fizemos o teste hoje e ele foi treinar, mas vimos que não tinha condição nenhuma. No final do treino decidimos que ele não tem condições de treinar para lutar. Nossa ideia é que o combate seja adiado, porque queremos muito enfrentar o Frankie Edgar".

Veja o vídeo abaixo e confira, na íntegra, a explicação de Dedé sobre a contusão e os testes para saber se Aldo teria ou não condições de enfrentar Edgar.


Dia negro para o UFC Rio: Aldo e Rampage se lesionam e estão fora do evento


Dia negro para o UFC Rio: Aldo e Rampage se lesionam e estão fora do evento

  PVT
Foto: Gleidson Venga
Dia negro para o UFC Rio: Aldo e Rampage se lesionam e estão fora do evento
O UFC Rio 3, que será realizado no dia 13 de outubro, sofreu duas baixas de uma vez. E das grandes. José Aldo e Quinton “Rampage” Jackson estão lesionados e fora do evento. A informação veio do presidente do UFC, Dana White, que primeiro anunciou a saída de Rampage.

“Rampage está machucado e fora do UFC Rio 3. Que droga!”, postou Dana no Twitter.

Pouco mais de uma hora depois, o presidente usou o microblog para anunciar a lesão de Aldo: “Agora Aldo está fora, lesão no pé. As duas lutas principais no mesmo dia! Outro dia maravilhoso para o UFC. Temos trabalho a fazer”, lamentou Dana.

Porém, aos nossos parceiros do UOL Esporte, o campeão dos penas disse que permanece no card: “Não sei de nada disso. Estou bem, acabei de treinar normalmente. Para mim não foi falado nada. Até com uma perna só eu lutaria”, argumentou Júnior.

Ainda não foram revelados os oponentes de Glover Teixeira, que enfrentaria Rampage, e de Frankie Edgar, desafiante do campeão Aldo. O UFC Rio 3 já havia perdido Erick Koch, substituído por Edgar na luta principal. Vitor Belfort vs Alan Belcher foi outra luta cancelada. Belfort foi deslocado para o UFC 152, onde enfrentará Jon Jones no próximo dia 22 de setembro, e Belcher está lesionado.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Treinador de Edgar, Cachorrão garante: “Ele tem potencial pra estragar a festa no Rio"


Treinador de Edgar, Cachorrão garante: “Ele tem potencial pra estragar a festa no Rio"

  Alan Oliveira
Foto: divulgação
Ricardo Almeida com Frankie Edgar ao fundo
Ricardo Almeida com Frankie Edgar ao fundo
Um dos principais treinadores de Frankie Edgar, ao lado do técnico de boxe Mark Henry, Ricardo “Cachorrão” Almeida já começou o trabalho com o americano para o duelo contra José Aldo, no UFC Rio 3. E o tempo de preparação é curto, já que oevento acontece no dia 13 de outubro, no HSBC Arena. Porém, Ricardo afirma que o fato de vir estudando o campeão dos penas há algum tempo pode ser uma vantagem.

“Depois da vitória do Frankie sobre o Gray Maynard, em outubro do ano passado, eu e Mark já começamos a estudar o Aldo, mas sem passar muita coisa para o Frankie. Sabíamos que eventualmente Frankie desceria de peso”, afirmou o treinador.

Em entrevista exclusiva ao PVT, Ricardo revela que Edgar chegou a temer a luta no Brasil, por medo da arbitragem ser influenciada pela torcida de Aldo. Cachorrão comenta ainda a oportunidade de Frankie já ganhar uma disputa de título no novo peso, revela estar animado para voltar ao Brasil depois de tantos anos, e analisa tecnicamente o duelo.

Confira abaixo a entrevista completa com Ricardo Almeida.

Quando vocês receberam a notícia de que enfrentariam Aldo?

Edgar acabou de lutar, e estava nas Filipinas para o One FC. Ele me perguntou o que eu achava, e disse que era a luta que todos queriam ver. O Frankie tem chance de fazer história ganhando dois cinturões. Curioso é que o Mark [Henry, treinador de Boxe de Edgar] disse, após a vitória sobre o Gray Maynard, em outubro de 2011, que a maior luta da vida de Edgar seria contra o Aldo no Brasil. Ele já estava prevendo, impressionante!

Já definiram a rotina de treinamento? Como é ter que enfrentar Aldo com pouco mais de um mês de treinos?

Gostaríamos de ter um camp de doze semanas, mas a oportunidade pode não bater na porta duas vezes. Frankie fez lutaço contra o Ben Henderson, acho que perdeu roubado, mas nem vou voltar a essa discussão. Não sofreu grandes danos, a suspensão foi pequena, e já voltou aos treinos com tudo, está muito confiante.

Ficaram surpresos com o convite para já lutar pelo cinturão?

Não achava que Frankie lutaria logo agora pelo título, mas ficou difícil achar adversário para o Aldo. Acho que um cara como o Frankie descendo pode ser um grande adversário, pode ter a vantagem física de vir do peso de cima. Talvez seja uma das maiores lutas da história do UFC. Das lutas principais de UFC’s aí no Brasil, essa pode ser considerada a de maior perigo para o brasileiro. Frankie tem tudo para estragar a festa no main event (luta principal) do UFC Rio.

E a estratégia para o brasileiro? O que pode adiantar?

Olha, depois da vitória do Frankie sobre o Maynard, em outubro do ano passado, eu e Mark já começamos a estudar o Aldo, mas sem passar muita coisa para o Frankie. Sabíamos que eventualmente o Frankie desceria de peso. E agora é pra valer. É um desafio enorme para ele.

Edgar está animado em lutar no Brasil?

Frankie estava um pouco preocupado em lutar aí. Perguntou quem seria o juiz, para não sofreu o que sofreu com Henderson. Ficou preocupado, com a torcida toda do Aldo, e ter arbitragem brasileira. Falei pra ele que não sabia quem seria, mas deixei claro que ele não era Chael Sonnen, que ele não falava mal de ninguém, que é ótimo exemplo, e que não deveria se preocupar. Ele ficou feliz, gosta do Brasil, quis ir na hora. Sabe que eu vim daí, da Barra da Tijuca, minha primeira aula de jiu-jitsu foi na Gracie Barra. Ele vai se sentir bem.

E você, tanto tempo fora do Brasil, voltará como treinador num UFC. Imaginou lutar por aqui?

Parei de lutar no começo do ano passado, um pouco antes da oportunidade de lutar no Brasil, sempre tive essa vontade. Mas estou feliz por ir como treinador, tem um valor enorme. Hoje divido meu tempo entre Nova Jérsei e Califórnia. De vez em quando juntamos os times, treinamos com o Renzo na academia enorme que ele tem em Nova York.

E como será estar no córner de um americano contra um brasileiro, e no Brasil?

O esporte hoje em dia é um pouco maior que isso. O Brasil é meu país, minha família, minhas raízes são brasileiras. Não estou indo enfrentar o país, hoje os times estão misturados, há brasileiros com americanos, e isso pode acabar acontecendo. Estou vendo como uma oportunidade enorme, de ver como está o MMA no Brasil, há anos não vou ao país. E o Frankie não começou a treinar comigo agora, para essa luta, treina desde 2008. É da família. É meu faixa marrom.

Como vê o duelo? O que Frankie deve explorar?

Fica difícil analisar isso, pois os comparamos com outros lutadores, não com eles mesmos. Se eles já tivessem se enfrentado, seria mais fácil. O Frankie é muito rápido nas combinações, vários golpes ao mesmo tempo. Só que o Aldo com um golpe só atinge com uma violência tremenda, tem muita pegada. Acho que será a velocidade contra a contundência. Frankie também é muito bom de quedas, e bom no chão pra quem é um wrestler. Ele vai ficar o tempo todo indo pra cima, mas com uma boa defesa, e uma das melhores esquivas do UFC. O Frankie evolui a cada luta, é só ver da primeira luta com o BJ Penn até a última com o Ben Henderson. É difícil saber como ganhar do Aldo antes de entrar no octógono, mas o Frankie tem potencial. Vamos ver o que acontece.

Algum recado?

Quero agradecer à galera, estou sabendo que está crescendo muito o MMA aí. É chato lutar contra brasileiro, mas o Frankie é um cara que gosta do Brasil, treina comigo e com Renzo. Mesmo que ele ganhe do Aldo, não vai ficar tão ruim pro Brasil.