terça-feira, 29 de maio de 2012

Sylvester Stallone e Rodrigo Nogueira Minotauro

Entrevista com Junior Cigano

Junior Cigano
Por Eduardo Ferreira
Junior Cigano se tornou campeão do UFC em novembro do ano passado e manteve o título no sábado, ao nocautear Frank Mir, pelo UFC 146, realizado em Las Vegas. Com mais uma meta cumprida, o atleta do Brasil prefere não escolher nomes para seu próximo compromisso, que pode ser uma revanche contra Cain Velasquez, mas traça algumas metas, como bater um recorde na categoria. Em entrevista exclusiva, o catarinense afirmou que está preparado para quem o UFC colocar em seu caminho. Confira abaixo:
                  
Vitória incontestável. Te surpreendeu ter ido para o segundo round?

Não, ao contrário. Eu achei que ia mesmo porque a gente sabe o quão duro o Frank Mir é, o quão bom ele é no Jiu-Jitsu. Ele embola a luta, mas é perigoso porque pode finalizar. Eu estava esperando isso mesmo: manter a minha distância no primeiro round, dar uma cansada nele e, no segundo round, tentar nocautear. Essa era a minha estratégia e, graças a Deus, deu certo.

Ele bateu o Minotauro duas vezes. Como você estava quanto a isso? Tem um gosto especial?

Eu não tenho isso na minha cabeça. Sou um cara muito positivo, gosto de coisas boas e eu acho que é por isso que tenho coisas boas na minha vida. Isso é um esporte. O que aconteceu foi que ele soube aproveitar o momento na luta contra o Minotauro, saiu para a guilhotina e foi mérito dele (Mir), que soube pegar um momento bom. Com certeza, o Minotauro não queria que eu tomasse isso como uma vingança. Ele, além de ser um atleta maravilhoso, é uma pessoa maravilhosa. Tenho certeza de que ele está trabalhando muito duro agora. Isso é um esporte. A gente não está aqui para lutar por alguma coisa pessoal, pelo menos para mim. Eu estou aqui pra defender o meu cinturão, não interessa quem seja, e tentar fazer o meu melhor para continuar vivendo coisas boas.

Você fez a primeira defesa. No máximo, o Brock Lesnar e o Randy Couture defenderam duas vezes o cinturão dos pesados. Como está a sua cabeça? Como fazer para ficar com ele muito tempo?

Mais uma e eu bato o recorde. Se Deus quiser, vai acontecer. Eu quero ficar com esse cinturão por muito tempo e eu vou. Estou trabalhando duro. Esse foi o camp mais duro que eu fiz na minha carreira, tive muitas pessoas boas me ajudando: Everton Teixeira, um cara duríssimo. O negão é sinistro (risos). O Glauber, o Caião, do Jiu-Jitsu, Paulão, o Lula. A Champion em peso me ajudando. O Rodrigo Artilheiro no Wrestling. Eu gosto de pessoas boas ao meu redor. Por isso que o professor Dórea é o meu principal treinador, o Yuri Carlton foi a pessoa que me descobriu e está ao meu lado até hoje. São pessoas maravilhosas e que tratam todo mundo muito bem. O André Piccoli, que é um grandão que parece uma moça (risos). Gente boa demais, então é isso que eu quero perto de mim: uma energia boa.

A próxima luta deve ser com o Velasquez. Como está a sua cabeça para isso?

Vamos nessa. Eu acho que não importa quem vai ser o meu próximo oponente. O UFC que decide isso e, seja quem for, eu vou estar preparado para dar o meu melhor e manter esse cinturão por mais tempo.

Você pensa em enfrentar o Overeem depois de tudo que aconteceu?

Eu não penso em enfrentar ninguém. O Overeem está pagando por estar usando drogas. Se ele continuar usando drogas, espero que mantenham ele bem longe. Se ele não usar e voltar a lutar, numa luta mais justa para todos nós, pesos pesados que não usamos nada disso, que seja bem vindo. Se, um dia, o UFC colocar uma luta com ele, vou fazer o meu melhor pra bater nele.

Qual foi o momento mais especial: quando você conquistou ou essa primeira manutenção de título?

Eu acho que a conquista. Foi muito grandiosa na minha vida porque eu estava em um momento muito frustrante, sentindo que não estava 100% e Deus foi muito bom comigo. O resultado foi perfeito. A defesa é muito importante, mas a conquista do cinturão foi demais.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Médico de Belfort rebate declaração de Wand

Médico de Belfort rebate declaração de Wand

Foto UFC

As críticas de Wanderlei Silva endereçadas a Vitor Belfort, nesta segunda-feira, via Twitter, não passaram despercebidas pelo doutor Michael Simoni, médico particular do “Fenômeno”. Por meio de sua conta no microblog, o ortopedista rebateu a declaração do “Cachorro Louco”, de que o rival estaria fugindo da revanche por, supostamente, fingir uma lesão.

“Caro Wanderlei, tenha a elegância de não misturar as bolas. Sugerir que a lesão do Vitor não existiu é desconfiar da minha ética profissional”, disse Simoni, que prosseguiu.

“Wanderlei, nada tenho a ver com a rivalidade de vocês dois, mas posso assegurar que se tivesse acontecido com você , estaria tão incapaz quanto ele”.

O reencontro entre os treinadores do TUF Brasil estava marcado para o UFC BH, dia 23 de junho. Com a lesão de Belfort, que machucou a mão, Wanderlei será mantido no card, mas não tem adversário definido. FONTE : TATAME

Anderson sente joelho

Anderson sente joelho, mas não adiará luta

Colaboração Gabriel Cabral
Foto UFC

Campeão dos pesos médios do UFC, Anderson Silva foi homenageado pela Confederação Brasileira de Taekwondo nesta segunda-feira, e deu uma notícia que promete deixar os fãs – e a cúpula do UFC apreensiva.

À imprensa, o lutador revelou que machucou o joelho durante os treinos de trocação, e que será submetido a exames ainda hoje para constatar a gravidade da lesão. Apesar do susto, o campeão não mancou durante toda a cerimônia, e se mostrou otimista quanto à recuperação.

Anderson tem luta marcada no UFC 148, quando enfrenta Chael Sonnen, em combate válido pelo cinturão dos pesos médios.

A lesão do campeão cairia como uma bomba no colo do UFC, que já precisa se mexer para conseguir um substituto para Vitor Belfort, que fraturou a mão e está fora da luta contra Wanderlei Silva, 15 dias antes.

ATUALIZAÇÃO: Pelo Twitter, Anderson Silva acalmou os fãs. "Gente, meu joelho vai muito bem, obrigado! Fiquem tranquilos, dia 7 de julho estarei cumprindo meu trabalho", escreveu o campeão.

‘Fanfarrão’

Wand critica amadorismo de rival: ‘Fanfarrão’


Wanderlei Silva utilizou sua conta no Twitter para comentar a lesão de Vitor Belfort, que machucou a mão e está fora da revanche, programada para 23 de junho, em Belo Horizonte. O “Cachorro Louco” não economizou nas palavras e disparou duras críticas ao rival, chamado de fanfarrão e de amador. “Com uma mão só (risos)? O senhor é um fanfarrão. Somos profissionais. É um grande irresponsabilidade não ter cuidado nos treinos, um grande desrespeito com os fãs. Fiquei muito triste com tudo isso. Estou pronto para te nocautear, mas não tem para onde correr. Essa luta vai ter que acontecer.  Eu acho que amarelou para mim mesmo. Ninguém treina tão duro assim ao ponto de socar tão forte. Usamos os melhores equipamentos, luvas, gel, bandagem”, afirmou o treinador do time azul do TUF, que continuou. “Se estava com medo, não aceitasse a luta. Se quebrou de verdade, muito amadorismo, se não quebrou, arregou. Nas duas, é muito desrespeito, falta de responsabilidade com o público. Estou, com o perdão da palavra, puto com esse amadorismo. Um main event no maior evento do mundo e o cara me dá uma dessas”. Sem endereçar a mensagem diretamente para Wanderlei, Vitor Belfort escreveu que sua luta agora é contra a lesão. "O desequilíbrio emocional de uma pessoa revela seus medos. Agradeço o carinho de vocês (fãs) e dos meus patrocinadores. Confiança não é arrogância. Permaneço confiante e mantenho meu respeito com meu adversário, pois agora minha luta é contra minha lesão", disse Belfort.


Dórea: “Cigano não pensou em vingança, teve que ser frio. Mas foi especial pra mim”


Dórea: “Cigano não pensou em vingança, teve que ser frio. Mas foi especial pra mim”

  Gleidson Venga, direto de Las Vegas (EUA)
Foto: Gleidson Venga
Dórea esteve no corner de Cigano
Dórea esteve no corner de Cigano
Júnior Cigano manteve o cinturão dos pesados do UFC após vencer Frank Mir por nocaute técnico, confirmando o favoritismo e mostrando mais uma vez sua qualidade na trocação. Responsável por afiar as mãos do campeão, Luiz Dórea comemorou mais uma vitória segura do pupilo.

“Deu tudo certo. Foram três meses de treinos duros, primeiro para o Overeem, depois para o Mir. Mudamos todo o treinamento, mas ele se adapta muito rápido. Cigano estava seguro na luta”, vibrou o mestre, que avaliou o desempenho do campeão: “Mir tem 115 kg e é muito pesado, Cigano com 108kg e se movimenta rápido. Mir é grande atleta, mas tem seus limites. Sabíamos que iria tentar levar para o chão ou para a grade. Mas Cigano foi mais rápido, com esperávamos”, comemorou.

Dórea confirmou que o campeão na viu o duelo como uma revanche, por Mir ter derrotado Minotauro e ter “falado demais”. Porém, afirmou que para ele, como mestre dos dois brasileiros, a vitória de dos Santos trouxe uma emoção particular.

“Mir teve o que mereceu, falou muito. No octógono não dá para usar a língua, e sim os punhos. Eu nunca iria colocar isso de vingança na cabeça de Cigano, nunca levei para o treino. Lutador tem que ser frio. Mas Cigano e Minotauro são como filhos, e para mim a vitória do Cigano teve sabor especial sim, claro”, confessa Dórea.

Mal terminou a luta, muitos já pediam Cigano x Velasquez II. Dórea reconheceu as qualidades de Cain, mas garantiu que Júnior está pronto para qualquer um: “Cigano nunca escolheu adversário, e não tem luta fácil no UFC. Tem que curtir por enquanto, e aceitar quem o UFC mandar”, afirmou o mestre.

Vitor revela ter pedido para o médico o liberar para luta contra Wanderlei

Vitor revela ter pedido para o médico o liberar para luta contra Wanderlei

  PVT
Foto: Divulgação UFC
Vitor ficade de fora da revanche contra Wand
Vitor ficade de fora da revanche contra Wand
Vitor Belfort lesionou o quarto metacarpo da mão esquerda enquanto treinava no Rio de Janeiro para seu duelo contra Wanderlei Silva. A contusão o afasta dos treinos por quatro semanas, o que impossibilita sua participação no UFC 147, que acontece no dia 23 de junho, em Belo Horizonte. Apesar disso, o Fenômeno disse que tentou convencer o médico a liberá-lo para o combate,

"Foi uma fatalidade, um acidente de trabalho a que todo atleta está sujeito. Estou meio sem acreditar no que aconteceu. Eu até tentei convencer os médicos a me liberarem, mas, no meu caso, seria como se fizessem o Neymar jogar com botas. Não dava. Você treina muito, faz um mega investimento, se dedica ao máximo. O sentimento é de frustração, mas ao mesmo tempo sou um cara de fé. Agora começa a contagem. Minha luta vai ser contra isso agora. Não posso deixar a peteca cair e isso me consumir. Com certeza, isso fará com que eu volte ainda mais forte", declarou Vitor. "Gostaria também de agradecer o apoio de tanta gente, inclusive os meus patrocinadores, que já se manifestaram me dando força", concluiu.

Ao desferir um soco, Vitor sentiu uma forte dor na mão esquerda e, ao tirar a luva e atadura, percebeu que havia uma protuberância exagerada no punho. Levado ao Rio Mar, na Barra da Tijuca, foram feitos exames clínicos e um raio-x, que apontaram o deslocamento do quarto metacarpo.

Constatada a lesão, Vitor passou por uma cirurgia para colocar o osso no lugar, que os médicos chamam de redução com fixação percutânea. Foi instalado um fio metálico na região através da pele da mão do lutador, que será retirado após as quatro semanas de recuperação. Depois, o antebraço do carioca foi imobilizado até a altura do cotovelo.

Segundo o médico ortopedista Michael Simoni, que cuidou desta lesão e já operou o ombro de Vitor em 2009, essa contusão é rara e incomum, mas pode acontecer em treinamentos específicos de boxe e socos.

Simoni explicou como será a recuperação de Vitor. "Ele ficará as próximas quatro semanas imobilizado e fora dos treinos. Assim que passar esse tempo, ele vai tirar o pino metálico que colocamos na mão dele e começará a fisioterapia. Nesse momento, ele estará liberado para fazer qualquer tipo de treinamento que não utilize a mão, especialmente socos. A previsão é de que ele esteja plenamente recuperado daqui a dois meses", afirmou o médico.